Páscoa - Mesa decorada
Mais da vida

Um pedido aos corajosos de plantão: vamos desacelerar?

Se a Páscoa é sinônimo de renovação, então a minha foi muito especial, pois me levou a refletir sobre alguns pontos importantes na vida.

A cada dia mais me convenço que o melhor em ser adulto é poder comer tudo que a gente quer. Isso sim é liberdade! Mas a vida adulta traz uma série de responsabilidades, compromissos e afazeres, que nos desafiam a priorizar cada segundo do tempo. É difícil dar conta de tudo. Acho que não conheço um humano sequer que consiga essa façanha.

Os problemas começam a surgir na medida em que a gente vai se deixando levar, sem priorizar muito bem as nossas escolhas. Parece que há um piloto automático do mal que nos conduz a um rumo cada vez mais distante daquilo que é realmente importante. E daí, quando a ficha cai, suas escolhas distam quilômetros de tudo o que faz sentido para o seu coração.

Excesso de compromissos faz mal

E só descobri isso da pior forma possível: fiquei doente em pleno feriado, tendo que cancelar todos os compromissos. Casamento, almoços, aniversários, entre outros. Só consegui preparar um almoço para a família e, depois, desabei na cama. Passei o feriado inteirinho assistindo “House of Cards” com o marido e os filhotes.

Não sei se essa foi uma daquelas jogadas do destino, mas o fato é que acabei fazendo o que gostaria. Triste é precisar adoecer para entender que não tinha a menor obrigação de satisfazer tantos compromissos que – é sempre bom lembrar – eu mesma assumi.

A verdade, vou confessar a você, é que por baixo desta capa de mulher-maravilha, do sorriso de menina decidida, segura e dona de si mesma, bate um coração pequenino e amedrontado. E não falo do medo de baratas, aranhas ou morcegos, mas sim do medo de mim mesma. Do medo de não estar com a família no momento em que ela mais precisa. Medo de não conseguir estar presente e expressar segurança na hora exata. De não estar por perto na hora de uma grande conquista, ou de não ampará-la em um momento triste. De não perceber a dor de um amigo. De perder as risadas, o café da manhã, as conversas no portão, os abraços que aquecem a alma e, até mesmo, o último suspiro.

Por que a gente se sacrifica tanto, dia após dia? Será que as nossas prioridades estão corretas? Ainda há tempo para mudar. Precisamos desacelerar. Se, para isso acontecer, eu tiver que dizer não, sinceramente, não vou me importar nem um pouco. Não, não e não! Eu preciso desacelerar.

E então, vamos juntos? ;)

Post anterior Próximo post

Você também vai gostar! :)